Há tanto tempo que te amo

Você não merece uma segunda chance. Não, não merece. E é exatamente por não merecer uma segunda chance que você pode criar todas as suas chances.

Confesso que uns dos filmes que mais gostei nos últimos tempos foi “Há tanto tempo que te amo“.

O filme se passa com a chegada de Justine (Kristin Scott Thomas) à casa de sua irmã mais nova, Léa, após um período de 15 anos na prisão. Justine parece não entender o porquê de tanto afeto pelo lado da irmã, uma vez que durante os anos de cárcere nunca havia recebido visitas.

Justine parece ainda estar enclausurada, pois percebe que a sociedade e mesmo sua família, na figura do marido de Léa, parecem não estar preparados para receber um ex-detento ao seu convívio.

Creio que o clima dado pelo diretor ao filme é o ponto chave da elegância da narrativa. O fluxo segue como um gelo que vai se derretendo aos poucos. Assim como Léa vai pouco a pouco conseguindo extrair da irmã os motivos que a levaram a parar na cadeia.

Numa sociedade em que se tem o hábito de se acusar alguém sem nem mesmo antes entender os motivos do crime, Justine tem muita dificuldade em refazer a sua vida. E quem disse a vida iria ser fácil, não é?! Devagar, porém, ela vai novamente ganhando a confiança da família, principalmente de sua encantadora sobrinha, e de novos amigos.

Claro que não vale contar os pontos chaves aqui, mas o interessante é que no decorrer da história percebemos, assim como Justine, que às vezes o próprio ato de se cometer um crime já é a maior punição.

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